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Democracia como espaço de pluralidade, escuta e representação,

maio de 2026

Curadoria de Núria Vieira

A seleção das obras de Kaya Agari, Kókir, MAHKU e Kássia Borges para o Campo Coletivo reafirma a democracia como espaço de pluralidade, escuta e representação. Representados pela Carmo Johnson Projects, esses artistas estabelecem conexões entre diferentes territórios indígenas do norte ao sul do Brasil, aproximando arte, memória, ancestralidade e transformação social. Kaya Agari desenvolve ações sociais e de incentivo à comunidade Kurâ Bakairi, sua etnia, fortalecendo práticas coletivas e a preservação cultural; Kókir atua em diálogo com populações indígenas do sul do país, especialmente da cidade de Maringá, criando redes de pertencimento e visibilidade; o MAHKU utiliza a venda de obras para a compra e retomada de terras indígenas do Acre, em meio à floresta Amazônica transformando a arte em ferramenta concreta de resistência territorial; Naine Terena, artista, curadora e pesquisadora, foi a primeira curadora indígena a organizar uma exposição de arte indígena contemporânea na Pinacoteca do Estado de São Paulo: “Véxoa: Nós Sabemos”, realizada em 2021. Já Kássia Borges, artista e curadora, destaca-se como uma das figuras mais relevantes entre as mulheres indígenas na arte contemporânea brasileira, ampliando espaços de protagonismo e representação. Suas produções fortalecem diferentes narrativas e evidenciam a arte como instrumento de resistência, pertencimento e construção coletiva.

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